Mudanças significativas no ensino superior: quem viver, verá.

Fábio José Garcia dos Reis

As organizações erram quando não percebem que há mudanças significativas nos ambientes em que atuam. A História nos ensina que as organizações que mais rápido se adaptam às novas realidades econômicas, sociais, culturais, tecnológicas e de concorrência obtiveram sucesso.

As instituições de ensino superior (IES) são organizações acadêmicas que, ao longo do tempo, demonstram resistências às mudanças, em função da fragilidade das lideranças, da postura conservadora perante as novas realidades, do corporativismo acadêmico e da permanência de concepções de “universidade” elaboradas no século XIX e início do XX. É que preciso repensar essa concepção e atualizá-la, em função da dinâmica do século XXI.

Caminhos para construirmos um novo paradigma de IES. O case na Arizona State University.

Débora Guerra
Fábio Reis
Gustavo Hoffmann

As boas leituras são sempre instigantes. Recomendamos ler o livro “Designing the New American University”, escrito por Michael Crow e Willliam B. Dabaras, que motivou nossa visita, e apresenta as inovações realizadas na Arizona State University (ASU), onde Crow é presidente.

A ASU possui aproximadamente 84 mil estudantes, estando 19 mil no ensino a distância. A revista U. S. News, focada em rankings na área de ensino superior, publicou em 2015, um ranking das IES mais inovadoras na área de currículo, uso da tecnologia para educação, perfil de professores e engajamento dos estudantes. A ASU está em primeiro lugar, Stanford University, em segundo, e MIT, em terceiro.

Crise, liderança e inovação

Fábio José Garcia dos Reis

Ronaldo Mota, Reitor da Universidade Estácio, publicou no dia 23/12/2015 um artigo no jornal “O Hoje”, de Goiás, com título “Temos uma crise, ou seja, há oportunidades educacionais”. Ele argumenta que na educação superior não podemos fazer sempre o mesmo, por isso, é preciso perceber as “mudanças profundas” que acontecem para “entendê-las e usá-las estrategicamente”. Mota cita Albert Einstein, ao fazer referência aos momentos de crise como propulsores da angústia, das invenções, das inovações e das estratégias. Assim que li o artigo de Mota, comecei a ler o livro “Engines of Innovation: the entrepreneurial university in the twenty-first century”, de Holden Thorp e Buck Goldstein.

Re: Learning: a necessidade de repensar os modelos acadêmicos convencionais

Fábio José Garcia dos Reis

O jornal “The Chronicle of Higher Education” sempre traz reportagens interessantes sobre inovação no ensino superior. Os interessados no tema podem acessar o site do jornal e ler os textos do projeto “Re:learning: mapping the new education landscape”. O objetivo é apresentar projetos, histórias e análises sobre as mudanças nos parâmetros de aprendizagem, para os gestores, para os pais interessados em conhecer o perfil e a dinâmica das IES inovadoras, para os estudantes que buscam informações sobre a identidade acadêmica das IES, para os professores conhecerem as mudanças que estão acontecendo e que estão por vir e para os legisladores da área de educação.

Os segredos da Coreia do Sul

Fábio José Garcia dos Reis*

Há anos a Coreia do Sul é referência mundial em educação. No Brasil, sempre utilizamos o exemplo da Coreia como país que investiu de forma séria na educação e alcançou altos índices de desenvolvimento econômico. Há uma estrita relação entre educação e economia, a partir da década de 1980. O interessante é que o país esteve sob o domínio japonês entre os anos de 1910 a 1945 e, entre 1950 a 1953 enfrentou a Guerra da Coreia. É fascinante pensar a maneira pela qual o país se reestruturou e assumiu o topo nos rankings mundiais de educação em um período de tempo tão curto.

Líderes

Fábio José Garcia dos Reis 

Comecei a ler o livro “Learning and teaching in higher education”.  Durante um intervalo da leitura, pensei no professor como líder, já que a discussão central é sobre o professor e sobre o aprendizado do estudante. Lembrei-me de algumas leituras recentes de artigos do jornal Folha de São Paulo, que me remetem ao perfil do líder. Aprendi que os líderes se diferem dos chefes. Parei a leitura do livro e comecei a pensar nas diferenças entre ambos e a escrever o presente texto.

Aprendizagem Ativa

Fábio José Garcia dos Reis

Nos últimos anos, o tema da aprendizagem ativa tem despertado interesse nos gestores das instituições de educação superior (IES). Ela é vista como a alternativa para solucionar os problemas de aprendizagem dos estudantes. 

A aprendizagem ativa não é uma invenção recente ou um processo em que “a roda foi reinventada” ou que “representa a descoberta de algo extremamente inovador”. Basta reler Paulo Freire, Jean Piaget, John Dewey, Demerval Saviani, Pedro Demo, Marcos Masetto, entre outros, e ela aí se apresenta.

Blended Learning / Ensino Híbrido

Fábio José Garcia dos Reis

O SEMESP vai lançar, em breve, uma pesquisa realizada com professores e gestores sobre blended learning. A iniciativa do SEMESP é bem-vinda, pois, cada vez mais utilizamos o termo em debates, artigos e conversas informais. É preciso que tenhamos clareza sobre o significado do termo, sobre o seu impacto e sobre como implementá-lo em nossas instituições, se for o caso.

Instituto para a Formação de Gestores de Instituições Católicas de Educação Superior (IFGICES)

Fábio José Garcia dos Reis

O IFGICES nasceu de uma parceria entre o UNISAL e o Institute for Administrators in Catholic Higher Education (IAHE) de Boston College. No Brasil, o Instituto conta com o apoio da ANEC. São objetivos do Instituto no Brasil formar leigos e religiosos para o exercício da liderança, no estilo que atenda às expectativas das IES católica e da Igreja e apresentar experiências e propostas que indiquem ações concretas de institucionalização da identidade e da tradição católica.  

Uma solução para inovação acadêmica

Fábio Garcia Reis

Começou a ser implantado no Brasil, no último mês de maio, um projeto educacional inédito, alicerçado na experiência de inovação acadêmica da Universidade de Harvard. O projeto, que terá a duração de três anos (2014-2016), oferece uma oportunidade rara de capacitação de professores para a utilização de metodologias e tecnologias de ensino que favoreçam o aprendizado e contribuam para a preparação dos alunos em relação às necessidades do mercado. Alem de ajudar o país a romper com algumas convenções ultrapassadas sobre o ensino superior, a iniciativa deverá provocar uma mudança na postura de professores e gestores educacionais e intensificar sua cooperação com o setor produtivo.

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